Loriga é uma vila e freguesia portuguesa,situada
na Serra da Estrela, distrito da Guarda. Tem 36,52
km² de área, e densidade populacional de 37,51 hab/km².
Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa.
A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso à Torre
pela EN 338, seguindo
um traçado projectado décadas atrás, com um percurso de 9.2
km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas
960m (Portela de Loriga) e 1650m, acima da Lagoa
Comprida onde entronca com a EN 339.
A àrea urbana da vila encontra-se a uma altitude
que varia entre os 770m e os 1200m.
Gentílico:Loricense ou loriguense
Orago:Santa Maria Maior
Código Postal:6270
Há décadas foi chamada a "Suíça Portuguesa" devido às
características da sua belíssima paisagem. Está
situada a partir de 770m de altitude, rodeada por
montanhas,todas com mais de 1500m de altitude
das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a
Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento,as quais
se unem depois da E.T.A.R. da vila.A Ribeira de
Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.
Vila
A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,como por exemplo,a Escola C+S Dr.Reis Leitão,a
Banda Filarmónica de Loriga, fundada em 1905, o corpo de Bombeiros Voluntários de
Loriga, cujos serviços se desenvolvem na àrea do antigo Município Loricense, a Casa de
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo,a Associação Loriguense de Apoio
à Terceira Idade,o Grupo Desportivo Loriguense,fundado em 1934,Posto da GNR,Correios,serviços bancários,
farmácia,Escola EB1 e pré-escolar, praia fluvial,estância de esqui (única em Portugal),etc .
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a tradicional Amenta das Almas) e
festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada NªSrª da Guia, padroeira da diáspora loricense, que se realiza todos os anos, no primeiro
Domingo de Agosto.
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História concisa de Loriga
Lorica,foi o nome dado pelos Romanos a Lobriga, povoação que foi,nos Hermínius(actual Serra da Estrêla),um forte bastião lusitano contra os
invasores romanos.Os Hermínius foram a maior fortaleza lusitana e Lorica situada no coração dessa fortaleza,perto do ponto mais alto.Lorica,do latim,é nome de antiga couraça guerreira,de que derivou Loriga,com o mesmo
significado.Os próprios soldados e legionários romanos usavam Lorica.Os Romanos puseram-lhe tal nome,devido à sua posição estratégica na serra,e
ao seu protagonismo durante a guerra com os Lusitanos(* LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST).É um caso raro de um nome que se mantém praticamente
inalterado há dois mil anos,sendo altamente significativo da antiguidade e da história da povoação(por isso,a couraça é a peça central e principal do brasão histórico da vila).
A povoação foi fundada estratégicamente no alto de uma colina,entre duas ribeiras,num belo vale de origem glaciar.Desconhece-se,como é evidente,a longínqua data da sua fundação,mas sabe-se que a povoação existe há mais de dois mil e seiscentos anos,e surgiu originalmente no mesmo local onde hoje está o centro histórico da vila.No Vale de Loriga,onde a presença humana é um facto há mais de cinco mil anos,existem actualmente,além da vila,as aldeias de Cabeça,Muro,Casal do Rei,e Vide.
Da época pré- romana existe,por exemplo uma sepultura antropomórfica com mais de dois mil anos,num local onde existiu um antigo santuário,numa época em que o nome da povoação era Lobriga,etimologia de evidente origem
céltica.Lobriga,foi uma importante povoação fortificada,Celta e Lusitana,na serra.
A tradição local,e diversos antigos documentos,apontam Loriga como tendo sido berço de Viriato,que nasceu,sem dúvida,nos Hermínius,onde foi pastor desde criança.É interessante a descrição existente no livro manuscrito História da Luzitânia,do Bispo-Mor do Reino(1580):"...Sucedeu o pastor Viriato,natural de Lobriga,hoje a villa de Loriga,no cimo da Serra da Estrêla,Bispado de Coimbra,ao qual,aos quarenta annos de idade,aclamarão
Rey dos Luzitanos,e casou em Évora com huma nobre senhora no anno 147...".A rua principal, da àrea mais antiga do centro histórico da vila
de Loriga,tem o nome de Viriato,em sua homenagem.
Ainda hoje existem partes da estrada,e uma das duas pontes(século I a.C.),com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.A ponte romana ainda existente,sobre a Ribeira de Loriga,está em bom estado de conservação,e é um bom exemplar da arquitectura da época.
A estrada romana ligava Lorica a Egitânia (Idanha-a-Velha),Talabara (Alpedrinha),Sellium (Tomar),Scallabis (Santarém),Olisipo (Lisboa) e a Longóbriga (Longroiva),Verurium Viseu),Balatucelum (Bobadela),Conímbriga (Condeixa-a-Velha)e Aeminium (Coimbra).
Quando os romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos separados por poucas centenas de metros.O maior,mais antigo e principal situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato,sendo defendido por muros e paliçadas.O outro núcleo,constituído apenas por algumas habitações,situava-se mais acima junto a um pequeno promontório rochoso,em cima do qual mais tarde os Visigodos construíram uma ermida dedicada a S.Gens.
Com o domínio romano,cresceu a importância de Lorica,uma povoação castreja que recebeu populações de castros existentes noutros locais dos Hermínius,e que entretanto foram abandonados.Isso aconteceu porque esses
castros estavam localizados em sítios onde a única vantagem existente era a facilidade de defesa.Sítios que,ao contrário de Lorica,eram apenas um local de refúgio,onde as habitações estavam afastadas dos recursos necessários à sobrevivência,tais como àgua e solos aráveis.Um desses castros abandonados,e cuja população se deslocou para Lorica,situava-se no ainda conhecido Monte do Castelo,ou do Castro,perto da Portela de Loriga.No século XVIII ainda eram visíveis as ruínas das fundações das habitações que ali existiram,mas actualmente no local apenas se vêem pedras soltas.
Loriga,foi também importante para os Visigodos,os quais deixaram uma ermida dedicada a S.Gens,um santo de origem céltica,martirizado em Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A ermida sofreu obras de alteração e o orago foi substituído, passando a ser de Nossa Senhora do Carmo.Com a passagem dos séculos,os loricenses passaram a conhecer o santo por S.Ginês,hoje nome de bairro neste local do actual centro histórico da vila.A actual derivação do nome romano,Loriga,começou a ser usada pelos Visigodos.
A Igreja Matriz tem,numa das portas laterais,uma pedra com inscrições visigóticas,aproveitada de um antigo pequeno templo existente no local
quando da construção datada de 1233.A antiga igreja,era um templo românico com três naves,a traça exterior era semelhante à da Sé Velha de
Coimbra,tinha o tecto e abóbada pintados com frescos,e, quando foi destruída pelo sismo de 1755,possuía nas paredes,quadros da escola de Grão Vasco.Da primitiva igreja românica do século XIII restam partes das paredes laterais.
Desde a reconquista cristã, que Loriga esteve sob a exclusiva influência administrativa e eclesiástica de Coimbra,pertencendo também à Coroa e à Vigariaria do Padroado Real,e foi o próprio rei(na época D.Sancho II)que mandou construír a Igreja Matriz,cujo orago era,tal como hoje,de Santa Maria Maior.Na segunda metade do século XII já existia a paróquia de Loriga,e os fieis dos então poucos e pequenos lugares ou "casais" dos arredores,vinham à vila assistir aos serviços religiosos.Alguns desses lugares,hoje freguesias,foram,a partir do século XVI,adquirindo alguma autonomia religiosa,começando por Alvoco,e seguindo-se Vide,Cabeça e Teixeira.
A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas,no tempo de D.Afonso Henriques)em
1136,de D.Afonso III em 1249,de D.Afonso V em 1474,e recebeu foral novo de D.Manuel I em 1514.
Com D.Afonso III,a vila recebeu o primeiro foral régio,e em 1474,D.Afonso V doou Loriga ao fidalgo Àlvaro Machado,herdeiro de Luís Machado,que era também senhor de Oliveira do Hospital e Sandomil,doação confirmada em 1477, e mais tarde por D.Manuel I.No entanto,após a morte do referido fidalgo,a vila voltou definitivamente aos bens da Coroa.No século XII,o concelho de Loriga abrangia a àrea compreendida entre a Portela de Loriga(hoje também conhecida por Portela do Arão)e Pedras
Lavradas,incluindo as àreas das actuais freguesias de Alvoco da Serra,Cabeça,Teixeira,e Vide.Na primeira metade do século XIX,em 1836,o
concelho de Loriga passou a incluír Valezim e Sazes da Beira.Valezim,actual aldeia histórica,recebeu foral em 1201,e o concelho
foi extinto em 1836,passando a pertencer ao de Loriga. Alvoco da Serra recebeu foral em 1514 e Vide recebeu foral no século XVII,mas voltaram a
ser incluídas no concelho de Loriga em 1828 e 1834 respectivamente,também no início do século XIX.As sete freguesias que ocupam a àrea do antigo município loricense, constituem actualmente a denominada Região de Loriga.Essas freguesias constituem também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
Loriga,é uma vila industrializada(têxtil) desde o início do século XIX,quando "aderiu" à chamada revolução industrial,mas,já no século XVI os
loricenses produziam bureis e outros panos de lã.Loriga,chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior,e a actual sede de concelho só conseguiu ultrapassá-la em meados do século XX.Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Demonstrativo da genialidade dos loricenses,é que tudo isso aconteceu apesar dos acessos difíceis à vila,os quais até à década de trinta do século XX,se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica,contruída no século I antes de Cristo.Nomes de empresas,tais como Regato,Fândega,Leitão & Irmãos,Redondinha,Tapadas,Augusto Luís Mendes,Moura Cabral,Lorimalhas,Lages Santos,Nunes Brito,etc,fazem parte da rica
história industrial desta vila.A maior e principal avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes,o mais destacado dos antigos industriais loricenses.
Mais tarde,a metalurgia,a pastelaria,e mais recentemente,o turismo (Loriga tem enormes potencialidades turisticas),passaram a fazer parte dos pilares da economia da vila.
Outra prova do génio loricense é um dos exlíbris de Loriga,os inúmeros socalcos e a sua complexa rede de irrigação,construídos ao longo de muitas
centenas de anos,e que transformaram um vale belo mas rochoso,num vale fértil.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo, local e
nacional, contra o qual teve que lutar desde meados do século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a
categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida
por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro
político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).
Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional.
Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,
administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é
necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
Em Loriga estão localizadas a única estância e pistas de esqui existentes em Portugal,facto que torna esta vila a capital da neve.
VIAS ROMANAS EM PORTUGAL - Vestígios Romanos Georeferenciados em Loriga
O nome Lorica aparece como sendo da época romana num documento medieval
visigótico com referências à zona. Foi aliás na época visigótica que
a "versão" Loriga começou a substituir o nome Lorica que vinha da época
romana, mas o nome original dado pelos romanos só caiu totalmente em
desuso durante a primeira metade do século XIII.
Depois, aparece novamente em documentos dos séculos X, XI, XII e XIII,
principalmente em documentos do século XII, inclusive quando se fala de
limites territoriais, onde até a actual Portela do Arão é referida como
Portela de Lorica, começando mais tarde a ser referida como Portela de
Aran, depois de Aarão, e finalmente do Arão.
A estrada romana de Lorica era uma espécie de estrada estratégica,
Destinada a ajudar a controlar os Montes Herminius onde, como se sabe, viviam tribos
lusitanas muito aguerridas. Esta estrada ligava entre si duas grandes vias
transversais, a que ligava Conimbriga, a norte, e a que ligava Iaegitania,
a sul. Não se sabe os locais exactos dos cruzamentos, mas tudo indica que a
norte seria algures perto da actual Bobadela.
Quanto aos vestígios da calçada romana original, eles podem encontrar-se
Na área das Calçadas, onde estiveram na origem deste nome, e dispersos em
pequenos vestígios até à zona da Portela do Arão, tratando-se da mesma
estrada.
A título de curiosidade, informo que a estrada romana foi utilizada desde
que foi construída, provalvelmente por volta de finais do século I antes
de Cristo, até à década de trinta do século XX quando entrou em
funcionamento a actual EN231. Sem a estrada romana teria sido impossível o já por si
grande feito de Loriga se tornar um dos maiores pólos industriais têxteis da
Beira Interior durante o século XIX.
- Factos comprovados: Lorica era o antigo nome de Loriga, existiram duas
pontes romanas, uma delas ainda existe, e a outra, construída sobre a
Ribeira de S.Bento, ruiu no século XVI, e ambas faziam parte da estrada
romana que ligava a povoação ao restante império romano.
A ponte romana que ruiu estava situada a poucas dezenas de metros a
Jusante da actual ponte, também construída em pedra mas datada de finais do
Século XIX. A antiga estrada romana descia pela actual Rua do Porto, subia pela
actual Rua do Vinhô, apanhava parte da actual Rua de Viriato passando
ao lado da povoação então existente, subia pelas actuais ruas Gago
Coutinho e Sacadura Cabral, passava na actual Avenida Augusto Luis Mendes, na área
conhecida por Carreira, seguindo pela actual Rua do Teixeiro em
direcção à ponte romana sobre a Ribeira de Loriga, também conhecida por Ribeira da
Nave e Ribeira das Courelas.
Entre a capela de S.Sebastião e o cemitério, existia um troço de
Calçada romana bem conservada que não deixava dúvidas a ninguém sobre a sua
verdadeira origem, mas infelizmente uma parte foi destruída e a
restante soterrada quando fizeram a estrada entre a Rua do Porto e o cemitério.
O património histórico nunca foi estimado em Loriga…
Numa zona propositadamente conhecida por Calçadas, já afastada da
vila, ainda existem vestígios bem conservados do primitivo pavimento da
estrada romana.
- ( NOTA:Houve quem,de forma pouco rigorosa,ou tendenciosa,quisesse fazer passar a ideia de que Loriga só recebeu o foral de D.Manuel I,chegando a atribuir àquele rei documentos datados de 1474 e 1477 ( D.Manuel I iniciou o seu reinado em 1495 ),e afirmando serem os mais antigos com referências a Loriga,numa tentativa forçada de apagar o passado histórico e municipal da vila,anteriores ao século XVI (importantes documentos desapareceram de forma estranha e conveniente e inventaram história a condizer),tentando assim também justificar e legitimar a grande injustiça de que Loriga foi vítima em 1855!Nesse ano,a vingança política e a intriga movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,ditaram o fim do Município de Loriga.
Foi escrito também que Loriga teria surgido originalmente num local conhecido por Chão do Soito onde terá existido uma espécie de "Loriga provisória".Só mais tarde (?!) os habitantes se teriam apercebido do erro da escolha daquele local e se teriam mudado para a localização actual,ali ao lado!Dadas as características do dito Chão do Soito,comparadas com as do local onde de facto Loriga foi fundada,só quem sabe pouco ou não sabe nada de história,e consequentemente desconhece os hábitos das populações da época,ou queira insultá-las passando-lhes um atestado de estupidêz,é que pode afirmar tal coisa!É uma teoria ridícula que só serve para denegrir a imagem dos antepassados dos loricenses,remetendo-os para o mundo das anedotas:"Quais "cabecinhas não pensadoras e lentas" fundaram uma povoação,e só depois compreenderam que o tinham feito no lugar errado e ao lado do lugar ideal,contra a lógica da época!"Aliás,em nenhuma época a colina onde existe o centro histórico de Loriga,seria preterida e trocada pelo outro local!
Estas e outras ideias sem sentido foram copiadas por outros e vêem-se escritas por aí,dando uma ideia errada da história de Loriga.) -
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LORIGA A CONCELHO
Loriga,vila e sede de concelho desde o século XII,pagou caro pelo apoio dado aos "absolutistas" contra os "liberais".
Numa época em que a consciência democrática era inexistente,havia retaliações para quem tinha ideias diferentes das de quem detinha o poder.
Em tais circunstâncias,há sempre quem queira beneficiar do mal alheio,e,para tal,ajude a provocar a precipitação dos acontecimentos.
O concelho de Loriga,foi extinto pela vingança política e pelos interesses expansionistas de quem beneficiou com o facto.Uma completa injustiça!
Passados cento e quarenta e dois anos,a vila e a Região de Loriga,"continuam a cumprir a pena à qual foram condenadas",como se estivessem a pagar juros.
...A realidade local confirma-o.
O concelho de Loriga,incluía mais de trinta povoações,entre freguesias e suas anexas,e algumas estão agora a quarenta quilómetros da actual sede de município.A vila de Loriga está a vinte quilómetros.
Se o concelho de Loriga não for restaurado a curto prazo,daqui a poucas décadas a região estará repleta de aldeias fantasmas,e a vila de Loriga estará pouco melhor.
...Não se fala de um Movimento para a Restauração do Concelho de Loriga,nos jornais,rádios e televisões,mas,em nome de toda a lógica administrativa,democrática e política,o problema tem que ser resolvido.Só assim a Região de Loriga terá futuro.
[Extrato do artigo publicado no jornal Correio da Manhã em 28 de Agosto de 1997]
Loriga is an ancient, beautiful and historic small portuguese town, located in the Serra da Estrela mountains.
Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans, it is more than 2600 years old.
Notable people from Loriga include Viriathus ( known as Viriato in Portuguese ), a famous Lusitanian leader and portuguese national hero.
Loriga as enormous touristics potentialities and they are the only ski resort and ski trails existing in Portugal ( Loriga is the Lusian Capital and the capital of the snow in Portugal ).
Loriga is a small town in Portugal located in Guarda District.
Loriga is 20 km away from the village of Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away
from Guarda and 320 km from Lisbon. It is nestled in the Serra da Estrela
mountain range.
It is known as the "Portuguese Switzerland" due to its landscape: a small town
surrounded by mountains.
Known to be settled by the Lusitanians, the town is more than 2600 years old and
was part of the Roman province of Lusitania. It was known as Lobriga by the
Lusitanians and Lorica by the Romans.
Loriga became a textile manufacturing center in the begin-19th century. While that
industry has since dissipated, today the town attracts a sizable tourist trade
due to its picturesque scenery and vicinity to the Serra da Estrela Ski Resort, the only
ski center in Portugal, totally inside the town limits.
The valley parish of Loriga in the shadow of the Serra da Estrela
Official name: Vila de Loriga
Country - Portugal
Region - Centro, Portugal
Subregion - Serra da Estrela
District - Guarda
Municipality - Seia
Localities - Fontão, Loriga
Landmark - Torre (Serra da Estrela)
Rivers - Ribeira de São Bento, Ribeira de Loriga
Center Loriga
- elevation1,293 m (4,242 ft)
- coordinates40°19′13.69″N 7°39′58.15″W / 40.3204694°N 7.6661528°W /
40.3204694; -7.6661528
Length4.21 km (3 mi), Northwest-Southeast
Width13.78 km (9 mi), Southwest-Northeast
Area36.25 km² (14 sq mi)
Population1,367 (2005)
Density37.71 / km² (98 / sq mi)
LAU - Vila/Junta Freguesia
- location - Largo da Fonte do Mouro, Loriga
Timezone - WET (UTC0)
- summer (DST)WEST (UTC+1)
ISO 3166-2 codePT-
Postal Zone - 6270-073 Loriga
Area Code & Prefix(+351) 238 XXX XXX
Demonym – Loriguense or Loricense
Patron Saint - Santa Maria Maior
Parish Address - Largo da Fonte do Mouro, 1019
6270-073 Loriga
Statistics from INE (2001); geographic detail from Instituto Geográfico
Português (2010)
Loriga (Portuguese pronunciation: [loˈɾiɡɐ]) is a small town (Portuguese:
vila) in south-central part of the municipality of Seia, in central
Portugal. Part of the district of Guarda, it is 20 km away from the city of
Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away from Guarda and 320 km from Lisbon,
nestled in the Serra da Estrela mountain range. In 2005, estimates have the
resident population at about 1367 inhabitants, in an area of 36.25 km² that
includes the two localities/villages of Loriga and Fontão.
History
Loriga was
founded originally along a column between ravines where today the historic
centre exists. The site was ostensibly selected more than 2600 years ago, owing
to its defensibility, the abundance of potable water and pasturelands, and
lowlands that provided conditions to practice both hunting and
gathering/agriculture.
When the Romans arrived in the region, the settlement was concentrated into two
areas. The larger, older and principal agglomeration was situated in the area of
the main church and Rua de Viriato, fortified with a wall and palisade. The
second group, in the Bairro de São Ginês, were some small homes constructed on
the rocky promintory, which were later appropriated by the Visigoths in order to
construct a chapel. The 1st century Roman road and two bridges (the second
was destroyed in the 17th century after flooding) connected the outpost of
Lorica to the rest of their Lusitanian province. The barrio of São Ginês (São
Gens), a local ex-libris, is the location of the chapel of Nossa Senhora do
Carmo, an ancient Visigothic chapel. São Gens, a Celtic saint, martyred in Arles
na Gália, during the reign of Emperor Diocletian, and over time the locals began
to refer to this saint as São Ginês, due to its easy of pronunciation.
Middle Ages
Loriga was the municipal seat since the 12th century,
receiving forals in 1136 (João Rhânia, master of the Terras de Loriga for over
two decades, during the reign of Afonso Henriques), 1249 (during the reign of
Afonso III), 1474 (under King Afonso V) and finally in 1514 (by King Manuel
I).
Loriga was an ecclesiastical parish of the vicarage of the Royal Padroado and
its Matriz Church was ordered constructed in 1233, by King Sancho II. This
church, was to the invokation of Santa Maria Maior, and constructed over the
ancient small Visigothic chapel (there is a lateral block with Visigoth
inscriptions visible). Constructed in the Romanesque-style it consists of a
three-nave building, with hints of the Sé Velha of Coimbra. This structure was
destroyed during the 1755 earthquake, and only portions of the lateral walls
were preserved.
The 1755 earthquake resulted in significant damage to the village
of Loriga, destroying homes and the parcochial residence, in addition to
opening-up cracks and faults in the village's larger buildings, such as the
historic municipal council hall (constructed in the 13th century). An
emissary of the Marquess of Pombal actually visited Loriga to evaluate the
damage (something that did not happen in other mountainous parishes, even
Covilhã) and provide support.
The residents of Loriga supported the Absolutionist forces of the Infante Miguel
of Portugal against the Liberals, during the Portuguese Liberal Wars, which
resulted in Loriga being abandoned politically after Miguel's explusion by his
brother King Peter. In 1855, as a consequence of its support, it was stripped
of municipal status during the municipal reforms of the 19th century. At the
time of its municipal demise (October 1855), the municipality of Loriga included
the parishes of Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim and
Vide, as well as thirty other disincorporated villages.
Loriga was an industrial centre for textile manufacturing during the 19th
century. It was one of the few industrialized centres in the Beira Interior
region, even supplanting Seia until the middle of the 20th century. Only
Covilhã out-preformed Loriga in terms of businesses operating from its lands;
companies such as Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão
& Irmãos, Augusto Luís Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral and Lorimalhas,
among others. The main roadway in Loriga, Avenida Augusto Luís Mendes, is
named for one of the villages most illustrious industrialists. The wool industry
started to decline during the last decades of the 20th century, a factor that
aggravated and accelerated the decline of the region.
Geography
Known
locally as the "Portuguese Switzerland" due to its landscape that includes a
principal settlement nestled in the mountains of the Serra da Estrela Natural
Park. It is located in the south-central part of the municipality of Seia,
along the southeast part of the Serra, between several ravines, but specifically
the Ribeira de São Bento and Ribeira de Loriga; it is 20 kilometres from
Seia, 80 kilometres from Guarda and 300 kilometres from the national capital
(Lisbon). A main small town is accessible by the national roadway E.N. 231, that
connects directly to the region of the Serra da Estrela by way of E.N.338 (which
was completed in 2006), or through the E.N.339, a 9.2 kilometre access that
transits some of the main elevations (960 metres near Portela do Arão or Portela
de Loriga, and 1650 metres around the Lagoa Comprida).
The region is carved by U-shaped glacial valleys, modelled by the movement of
ancient glaciers. The main valley, Vale de Loriga was carved by longitudanal
abrasion that also created rounded pockets, where the glacial resistance was
minor. Starting at an altitude of 1991 metres along the Serra da Estrela the
valley descends abruptly until 290 metres above sea level (around Vide), passing
villages such as Cabeça, Casal do Rei and Muro. The central town, Loriga, is
seven kilometres from Torre (the highest point), but the parish is sculpted by
cliffs, alluvial plains and glacial lakes deposited during millennia of glacial
erosion, and surrounded by rare ancient forest that surrounded the lateral
flanks of these glaciers.
Economy
Textiles are the principal
local export; Loriga was a hub the textile and wool industries during the
mid-19th century, in addition to being subsistence agriculture responsible for
the cultivation of corn. The Loriguense economy is based on metallurgical
industries, bread-making, commercial shops, restaurants and agricultural support
services.
While that textile industry has since dissipated, the town began to attract a
tourist trade due to its proximity to the Serra da Estrela and Vodafone Ski
Resort (the only ski center in Portugal), which was constructed within the
parish limits.